05 de Março de 2018
Mercado de Trabalho

Desenvolvimento Web Full Stack ou Mobile Android: qual escolher?


Que os desenvolvedores estão crescentemente no radar do mercado de trabalho já não é novidade. Mas na hora de escolher entre web ou mobile ainda te bate aquela dúvida? Então nós vamos te ajudar a encontrar um caminho!

É certo que a demanda por profissionais digitais tem aumentado significativamente nos últimos anos com o surgimento de startups cada vez mais tecnológicas e a transformação digital das empresas tradicionais. E quando se pensa em áreas de atuação, não tarda para vermos que os desenvolvedores estão entre os mais procurados, mas aí vem a dúvida: investir em web ou em mobile?

Matheus Costa, coordenador dos cursos de desenvolvimento web e mobile da Digital House, diz que costuma direcionar os alunos de acordo com o perfil: “se a pessoa me diz que quer revolucionar um negócio, se ela tem uma inclinação maior à ideia de aplicativos como resolvedores de demandas ou está focada em se posicionar no mercado para atender empresas que estão nesse momento de migração para maior acessibilidade – como têm feito os bancos, por exemplo -, eu a direciono para Desenvolvimento Mobile. Mas se ela quer ser freelancer, cuidar do próprio negócio, se posicionar com um diferencial na área de atuação ou aprender as bases das linguagens de programação para desenvolver outras coisas, como sistemas com Inteligência Artificial, por exemplo, eu recomendo Full Stack”, afirma.

Mas afinal, quais são as diferenças entre o desenvolvedor web e o mobile?

O desenvolvedor full stack trabalha em duas frentes: enquanto no back-end ele define como um site é codificado, abastecido e atualizado – ou seja, aquilo que os usuários não enxergam ao visualizar um site -, no front-end, ele trabalha com a interface vista pelo usuário, ou seja, nas telas que ficam ali, visíveis para interação.

Além disso, ele gera programas, cria bases de dados, lida com servidores e precisa ter um olho no comportamento do usuário, na experiência dele.

Não é, portanto, apenas um codificador. Ligado em todo o processo, esse profissional avalia, transforma e otimiza uma página web.

Enquanto isso, no lado mobile…

E o que faz o desenvolvedor mobile Android? Ele também trabalha com linguagens de programação, especificamente com aquelas que fazem funcionar os aplicativos de smartphones e tablets.

Os apps ganharam relevância ao transportar a vida digital para qualquer lugar. Da sala de espera do dentista, da galeria de arte ou da praia, é possível contratar um plano de saúde, comprar uma passagem aérea ou iniciar um namoro.

O desenvolvedor nessa área, portanto, está diante de um universo de oportunidades. Os apps movimentam negócios, mas também ajudam as pessoas a se engajar no transporte solidário, a comer de maneira saudável e a promover ações sociais sustentáveis.

Como posso aplicar esses conhecimentos no mercado?

Matheus considera estratégica a definição dos objetivos de quem se habilita para a vida digital. Se a sua ideia é propor soluções para demandas cotidianas na palma da mão, é fundamental que conheça as facilidades do Android.

Mas se você planeja trabalhar com um sistema business-to-business (B2B), com clientes em bases físicas corporativas, o ideal seria desenvolver as habilidades do web full stack.

O coordenador conta o caso de uma aluna que se matriculou na Digital House de São Paulo: “Ela tem um negócio de acessibilidade física. O trabalho dela é visitar locais, fotografar e gerar relatórios. Ela se interessou pelo curso de desenvolvimento mobile porque quer gerar um aplicativo que automatize esse processo”.

Por outro lado, uma outra aluna que se matriculou para desenvolvimento web full stack, vem da área da saúde e quer mudar completamente seu ramo de atuação. “Em uma conversa com ela durante um Papo Digital, me contou que depois de anos trabalhando com execução e análise de exames, agora quer sentar do outro lado da mesa: oferecer uma plataforma online que facilite tanto o acesso quanto a interpretação desses resultados”, conta Matheus Costa.

O retorno de quem aprende

Segundo dados do site Love Mondays, a média salarial de um desenvolvedor web full stack júnior é de R$ 2,3 mil. Para um profissional sênior, esse número sobe para R$ 7,3 mil.

No caso do desenvolvedor mobile Android, a média inicial é de R$ 3,2 mil. Na fase sênior, é de R$ 8,9 mil.

“São opções de carreira bastante atraentes, que misturam a habilidade técnica e a inspiração criativa”, avalia Fernandes. “Fica ainda melhor para quem aprender a trabalhar nessas duas frentes”.

Conheça a grade curricular do curso de Desenvolvimento Web Full Stack aqui.
Mas se você se interessou mais em Desenvolvimento Mobile Android, pode conferir a grade aqui.