MENU

| BR

Campus

Programação

Marketing

UX

Dados

Negócios

Paises

O que os recrutadores querem saber na entrevista de emprego?

O que os recrutadores querem saber na entrevista de emprego?
carreira
14 de junho de 2018
  -  
-min de leitura


Hoje minha conversa com você é sobre fluidez nas entrevistas de emprego. Se você jogar "fluidez" no seu buscador favorito, vai encontrar como significado: “qualidade do que corre ou desliza facilmente". Uma entrevista deve ter como objetivo principal a fluidez. E para que isso aconteça, existe um trabalho de ambos os envolvidos nesse processo e que normalmente não é planejado como deveria ser. Toda entrevista deveria ter sempre, pelo menos, três possíveis resultados super benéficos para o desenvolvimento da sua habilidade de relacionamento e conquistas: o primeiro deles é a contratação, claro! Aquela conversa que faz sentido para você que busca oportunidade e para o recrutador que busca um profissional resultando no sucesso do encontro. O segundo é o aprendizado, afinal, quanto mais treinamos a arte de conversar com pessoas sobre nós mesmos, mais ficamos fera! E o terceiro é o desenvolvimento da sua rede de relacionamento. Sim, em uma entrevista fluída, o resultado só pode ser ter o recrutador na sua rede de relacionamento! E para que toda essa fluidez aconteça, você precisa mexer alguns pauzinhos. Tenho certeza que se concentrando nesse "top 5" que eu vou te contar abaixo, a fluidez vai reinar nas suas entrevistas até que aconteça o desejado “matching” – o incrível encontro entre necessidades. Selecionei 5 situações que considero as principais perguntas realizadas pelos recrutadores e, afinal de contas, o que eles querem saber com isso. Chega de perder oportunidades legais por insegurança e falta de planejamento!

1) Conte-me sobre a sua carreira

Dá uma certa preguiça de responder essa pergunta, não dá? Mas na verdade, agora que você vai aprender o que o recrutador deseja saber, fica mais fácil responder. Limpe a sua mente sobre antigos conceitos de respostas certas em entrevistas. Lembre-se que temos muitos tipos de recrutadores e, inclusive, em níveis diferentes de conhecimento e experiência. Portanto, o que você precisa focar aqui é em contar sobre a sua trajetória profissional como se fosse um “trailer” de um filme incrível! Yes! Antes, você contaria a história completa, mencionando a data de entrada e saída (inclusive o dia para que o recrutador veja que você não está mentindo). Para tudo! O recrutador é quem deverá fazer as perguntas certas para montar uma defesa do seu perfil ao gestor solicitante da vaga (sim, fazemos uma defesa literalmente do seu perfil X à vaga). Portanto, ajude o recrutador a montar a melhor defesa! Faça uma linha do tempo da sua carreira com os momentos mais importantes. Veja: - Como começou na área e se teve influência de alguém da família ou gestor, quais foram as suas motivações para mudar de uma empresa para outra, tipos de empresas e segmento que atuou, o quanto você acredita ter se desenvolvido e isso foi atribuído a quem ou ao quê - Momentos de destaque (ganhou algum prêmio, escreveu artigos, contribuiu para um projeto especial, etc) - Finalize com o seu momento de carreira atual e o quanto ser escolhido para a vaga em questão vai contribuir para o seu desenvolvimento (como isso vai acontecer?) O seu objetivo é manter o recrutador interessado na sua história. Se existiu algum ponto em que o entrevistador tenha ficado em dúvida ou mais interessado, permita que ele faça as perguntas.

2) Por que nós devemos te contratar?

Aqui a galera se enrola bastante! E sabe por que? Porque não fizeram um plano estratégico para fazer com que o recrutador entenda que você é a solução para os seus problemas! Estudar previamente a vaga não é uma questão chata sem sentido. É usar da sua perspicácia para conquistar seus objetivos. O normal é que as pessoas se candidatem para vagas que elas possam utilizar suas competências atuais. Portanto, a leitura criteriosa das necessidades da vaga e uma relação com as suas competências atuais é extremamente fundamental para ir focado em conquistar a posição. Exemplificando: a vaga pede por profissional Desenvolvedor Mobile com experiência em desenvolvimento de aplicativos nativos na plataforma IOS e Android Studio, linguagem Java com experiência em desenvolvimento de aplicativos para smartphones e tablets. Também pede que o candidato desenvolva e modifique a lógica de programação de sistemas, modele banco de dados e crie e efetue testes unitários com foco em minimizar bugs no sistema. Até aqui vemos a necessidade de hard skills (habilidades técnicas), mas nada sobre a empresa, cultura, soft skills. Portanto, em um primeiro momento, você vai analisar se o que a vaga pede tem relação com o que você sabe fazer. Se a vaga está aberta identificando o nome da empresa, você pode fazer muitas pesquisas com o objetivo de ter conteúdo para discutir, perguntar, incluir mais conteúdo em possíveis dinâmicas, ou seja, ter ferramentas necessárias para usar no momento certo a seu favor. Conhecer o desafio, a empresa e a cultura te ajuda a fazer um estudo sobre suas competências (técnicas e comportamentais), fit cultural e desejo de desenvolvimento de carreira. Quando você tem essas informações, fica infinitamente mais fácil explicar os motivos pelos quais você deve entrar para um determinado time. Agora a versão primeiro emprego ou zero experiência na área que transitou: Levante as ações que você desempenhou em outro segmento ou na sua vida pessoal para transformar em competências possíveis para o desafio em questão. Por exemplo: ajudo os meus pais a organizar as tarefas da nossa casa. Como? Levantando todas as necessidades de organização da casa, pedindo a opinião deles para agregar conteúdo, entendendo o que cada um gosta mais e menos de fazer e dividindo as tarefas”. Olha só quantas habilidades de gestão, organização de processos, identificação de perfil e atitude!

3) O que o recrutador espera quando o encontro acontece às escuras

Calma lá! Quando falamos sobre encontro às escuras, significa que a vaga não foi divulgada, o recrutador fez um hunting (busca ativa com técnicas mais avançadas de pesquisa por um perfil mais específico) e te convidou para um café ou uma entrevista tradicional. Contudo, você não sabe nada sobre a vaga ou sobre a empresa. Normalmente, esse tipo de entrevista acontece com profissionais mais experientes (tanto o candidato quanto o recrutador) pois aqui, é necessário usar muito mais suas habilidades comportamentais. Nesse caso, você precisa fazer perguntas ao recrutador (muito mais do que em qualquer outro tipo de entrevista). Nesse tipo de conversa, normalmente o recrutador começa apresentando melhor os motivos pelos quais ele fez esse contato com você, fala um pouco sobre o desafio, procura entender melhor o seu momento de carreira, tira algumas dúvida sobre seu perfil técnico e quando o papo começa a fluir melhor, significa que está acontecendo uma conexão. Saber fazer perguntas ao recrutador é fundamental. Estamos em um momento do mercado (sem volta, na minha opinião) onde as escolhas são bilaterais (a empresa escolhe e o candidato também). Para que isso aconteça, o candidato precisa ter um autoconhecimento mais avançado (independente se está no início da sua carreira ou não), ter clareza dos seus objetivos e uma capacidade de raciocínio lógico. Assim, as escolhas passam a fazer sentido e geram parcerias com muito mais qualidade, independente do tempo que elas durem.

4) Qual a sua percepção sobre seus pontos a serem desenvolvidos?

É o mesmo que dizer: quais são os seus pontos fracos? A grande sacada pessoal não é saber se você é arrogante o suficiente para acreditar que não possui pontos fracos - a relação é sempre com o seu desenvolvimento de carreira. Nesse novo mercado, as pessoas precisam enxergar suas carreiras com um olhar muito mais voltado ao aprendizado constante e que possui um ponto de referência de alcance. Por exemplo: você está migrando da área de Eventos para Marketing Digital. É super importante que faça levantamentos sobre o que você já tem de incrível para te ajudar a conquistar seu próximo passo e o que você ainda precisa desenvolver. Foque nisso. Quando você sabe aonde deseja chegar, o vento sopra a favor, já ouviu falar nisso? Assim também fica muito mais estratégico dizer o que você ainda precisa desenvolver sem se colocar em uma enrascada falando pontos que podem te prejudicar na posição ou sem o menor sentido, te fazendo pensar depois: “nossa, por que eu falei aquilo?” – já passou por isso? Então fique ligado!

5) Por que você quer trocar de emprego?

Pare e entenda: não existe nenhum problema em não ter se adaptado à empresa atual. O problema é a forma como vai expor isso ao novo contratante. Até porque, se você não sabe ao certo que tipo de empresa, cultura e segmento te faz feliz, é bem possível que você corra o risco de estar em outro local que também não te satisfaça. Jamais exponha a empresa antiga, o gestor, os processos. Nesse momento, mesmo que o selecionador seja muito bacana e a entrevista, informal, ainda é uma entrevista e você está sendo analisado. Portanto, atenção ao autoconhecimento e ao que te satisfaz. Acho que está mais do que provada a necessidade de você se conhecer e saber o que faz sentido ou não para você. Estamos em um momento do mercado que podemos escolher com mais critério o que faz conexão com nossos objetivos e a maneira de sermos felizes. A fluidez nas entrevistas de emprego acontecem quando pessoas com interesses em comum se conectam e para isso, com eu disse no começo do nosso papo, é preciso que ambas as partes tenham clareza nos seus objetivos e sejam ambos estratégicos nas suas buscas e nas suas trocas. O que os recrutadores querem, no final de tudo, é te contratar. Todos os alunos da Digital House têm acesso ao nosso serviço de mentoria de carreira. É onde identificamos o perfil profissional, os pontos a serem desenvolvidos para que alcancem seus objetivos, os pontos fortes que devem ser evidenciados e como construir uma imagem profissional que desperte interesse nos recrutadores. Conheça os nossos cursos.
Escrito por Andrea Tedesco, mentora de carreiras da Digital House

Outras notícias

Digital House e Talenses lançam pesquisa inédita sobre organização digital img
carreira

Digital House e Talenses lançam pesquisa inédita sobre organização digital

No dia 06 de agosto, pela manhã, o auditório da Digital House serviu de palco para o evento de lançamento da pesquisa “Paradigma Digital: a demanda por habilidades e profissionais digitais”, desenvolvida pela Talenses em parceria com a Digital House Brasil.O evento contou com mais de 100 profissionais da área de Recursos Humanos, entre gerentes e diretores que compareceram para entender os resultados do estudo e também para debater soluções para os desafios que as empresas encontram ao fazer sua transformação digital.Além da apresentação dos principais resultados do estudo, o lançamento contou com um painel de discussões com especialistas, moderado pelo jornalista Marc Tawil. Participaram: Patrícia Araújo (Head de RH do Mercado Livre e professora da Digital House), Bruno Pina (CDO da Astrazeneca), Luciano Bittioli (senior recruiter da Talenses) e o Edney Souza, diretor acadêmico aqui da escola.Sobre o estudoO estudo veio de um levantamento com profissionais das áreas de Recursos Humanos de mais de 100 empresas de diferentes portes e dos mais diversos setores: serviços, comércio e indústria. A coleta de dados ocorreu durante o segundo trimestre de 2019, entendendo as demandas por profissionais digitais no mercado.O CEO da Digital House Brasil, Carlos Alberto Júlio, contou que essa foi a primeira edição da pesquisa, que procurou identificar onde estão as dificuldades do RH e das empresas em encontrar profissionais para a nova economia. Os resultados foram surpreendentes, e foi possível enxergar quem tem mais ou menos dificuldade em fazer a transformação digital: “A intenção é dar continuidade nesse trabalho e que consigamos aprofundá-lo com outros aspectos do mundo digital”.O estudo responde a algumas questões como:Quais setores estão mais maduros no processo de transformação digital? Quem está mais avançado nesse processo: pequenas, médias ou grandes empresas?Quais são os profissionais digitais mais difíceis de encontrar para contratar?Quais as habilidades digitais mais valorizadas por quem contrata?Quais são áreas de uma empresa que mais demandam profissionais digitais?Que impacto as empresas sentem pela falta de profissionais digitais para contratar?Dentre os resultados apresentados, foi possível observar que, quando comparado com setor de comércio e serviços, a indústria se mostra atrás nessa corrida de transformação digital. Para Carlos Alberto, “fica claro que o setor de serviços foi mais impactado pela questão digital, dada a sua conexão direta com o seu cliente final. Nem sempre uma indústria tem essa relação direta com o consumidor e com a sua cadeia de distribuição.”Já para Luiz Valente, diretor geral da Talenses, comenta que um dado preocupante apresentado pela pesquisa é o baixo investimento em treinamentos para conceitos de digital: “Há uma necessidade urgente de que as companhias passem a investir e direcionar recursos para o treinamento em ferramentas e metodologias digitais.”Ele também menciona que há um desafio muito claro para as áreas de Recursos Humanos no que diz respeito à conscientização sobre a transformação digital: “as empresas precisam começar a compreender quais são as alternativas de modelo de negócios, de processos internos, que vantagens o ecossistema digital pode trazer para as organizações. O RH, junto com a liderança da companhia, precisa estar engajado e estimulando para que todas as áreas entrem nessa jornada”.Especialistas discutem cenário do mercado de digital e perspectivas de futuroBruno Pina, da Astrazeneca, comentou que uma das grandes dificuldades do corpo executivo é entender a necessidade de dar um passo à frente para a transformação. “O primeiro passo pra gente começar a se transformar é sair do ‘não sei que não sei’ para o ‘sei que não sei’. Ou seja, reconhecer o problema e fazer uma autoavaliação”.De acordo com Patrícia Araújo, um evento como esse é importante para preparar as áreas de RH e empresas, para que elas sejam melhores e mais preparadas para a digital. “A gente não está contribuindo só para as empresas que estamos atuando, mas sim para a economia deste país”.Além disso, ela acredita que ao atuar como parceiro de negócios, o setor de RH contribui para transformar a cultura das organizações. “Para isso, precisamos estar dois a três passos à frente, o que significa treinar e desenvolver a nós mesmos. Precisamos continuar desaprendendo e aprendendo para contribuir. Todas as empresas serão transformadas de alguma maneira. Algumas, talvez, em escala exponencial, muito maior, enquanto outras em escala menor, mas em todas o RH tem a oportunidade de ser parceiro nessa mudança.Já Edney Souza reforça que todas as áreas precisam ser digitais: “Você precisa de profissionais de TI no Marketing, na área de finanças, no jurídico. Quando você tem uma única área que entende de TI, isso se torna um grande gargalo que atrapalha o desenvolvimento da sua companhia”.Quer saber mais? Baixe agora o relatório completo e tenha acesso a todos os resultados dessa pesquisa inédita no mercado!

Co-marketing: conceito, benefícios e estratégias img
mkt

Co-marketing: conceito, benefícios e estratégias

Quando o país dá sinais de recessão econômica, é comum empresas voltarem seus cortes e contingências para a área de Marketing. Esse cenário exige das equipes soluções criativas que podem, inclusive, acarretar na ressurreição de práticas já conhecidas, como é o caso do co-marketing.O nome pode ser novo, mas o princípio já vem sendo aplicado há alguns anos. Co-marketing é quando você unifica sua estratégia de marketing com a de uma empresa que tenha público-alvo e objetivos semelhantes. Alguns são exemplos podem ser encontrados nas campanhas conjuntas feitas por companhias aéreas e locadoras de carros, ou lojas de artigos esportivos e academias.Não são necessariamente empresas que competem diretamente entre si, mas que atuam em mercados semelhantes. Nos casos citados acima, nos nichos de turismo e esportes.Talvez seja o momento certo para olhar para a área de atuação de sua empresa e buscar possíveis parceiros que queiram criar uma parceria frutífera em prol de um bem comum. Afinal, o co-marketing é a síntese da expressão "a união faz a força".BenefíciosQuando duas empresas optam pelo co-marketing, elas compartilham os dois lados da moeda: trabalho e resultados. A não ser que uma empresa tenha mais interesse na parceria que a outra, sendo possível então negociar quem contribuirá com o quê.Força de uma aliançaO co-marketing permite que as duas empresas envolvidas consigam aumentar seu alcance, cruzando base de dados e leads. Apesar de atuarem no mesmo segmento, os clientes de uma empresa podem não conhecer a outra. Assim, ambas aumentam suas oportunidades de vendas.Confira ainda 4 empresas que estão usando o Big Data para aumentar receitas e diminuir custos.A melhor maneira de fazer isso acontecer é cada empresa disparar e-mails para as respectivas bases apresentando a parceira e incluindo sua assinatura na mensagem. Não cadastre em sua base e-mails de pessoas que não se inscreveram em sua newsletter, as duas empresas podem ser classificadas como spam e ter este importante recurso bloqueado.OrçamentoAo unir duas estratégias de marketing para um bem comum, com foco no mesmo público-alvo e ações similares, você consegue economizar mão de obra, melhorar a produtividade da equipe e reduzir o investimento em ferramentas. Tudo isso sem comprometer a taxa de sucesso de sua campanha.Ande com os experts da áreaAo optar pelo co-marketing, é importante ter em mente com qual tipo de empresa você quer se associar. Andar com os experts da área irá, automaticamente, conferir autoridade e respeito à sua marca.Além do mais, quando sua empresa é indicada por uma marca “de confiança” dos clientes, eles tendem a transferir parte dessa confiança a você, que é recomendado por alguém que já conquistou respeito.Lembre-se que é sempre uma via de mão dupla, esses benefícios devem existir tanto para você quanto para seu aliado.EstratégiasSeja exigente na escolhaJá falamos alguns parágrafos acima como é importante escolher o parceiro certo para sua estratégia de co-marketing. Não é só a posição da outra empresa no mercado que precisa ser levada em consideração nessa decisão.Pense em alguém que possa complementar seu produto e que agregue valor ao projeto. Evite empresas que não possuem conhecimento em marketing digital ou não têm conceitos básicos definidos como público-alvo, persona, jornada do consumidor, entre outros.Palavra-chave: PlanejamentoJá percebeu como quase todos os artigos que falam sobre estratégia têm a palavra “planejamento” como um item importante? Pois bem, se planejar é importante quando você está definindo caminhos para sua própria empresa, é algo indispensável quando você está desenhando um projeto com um parceiro.O planejamento precisa ser meticuloso e envolver seu aliado em cada etapa. Não se apresse e não tente fazer as coisas acontecerem antes do tempo. É preciso de paciência extra quando se trata de co-marketing, pois é o futuro de duas marcas em jogo.Todo mundo ganhaEstabeleça uma relação em que todo mundo ganhe, não tente ser esperto e tirar vantagem do co-marketing para alavancar sua empresa. Seu parceiro precisa sair desse projeto com tantos benefícios e ganhos quanto você.Em alguns casos, como já falamos acima, as duas empresas podem não compartilhar a mesma posição e status dentro do mercado. Ou talvez uma companhia seja maior que a outra. Em casos em que a parceria já começa com um certo de nível de desigualdade, é importante criar uma compensação.A empresa com mais recursos pode realizar a maior parte do investimento, enquanto a outra entra com mão de obra, por exemplo.Divida bem as tarefasA partir do momento em que foi definida qual será a relação entre as empresas parceiras, divida as tarefas e deixe bem claro para cada lado qual seu papel a cumprir. A troca pode ser um post no blog, webinar, eBook, vídeos, eventos e o que mais as empresas identificarem como troca positiva no que abrange o marketing compartilhado.Durante o planejamento, aproveitem para mapear as forças e fraquezas das respectivas áreas de marketing de cada empresa. Esse exercício pode ser valioso no momento de decidir quem vai controlar o investimento em redes sociais e quem vai acompanhar KPI’s e medir resultados, por exemplo.Hora de medir resultadosFalando em medir resultados, é preciso acompanhar as métricas das ações realizadas no co-marketing para ter certeza de que a parceria foi, de fato, um sucesso. Esses dados são valiosos durante a parceria, para realizar eventuais ajustes nas campanhas, e depois que o acordo foi finalizado, para saber quais foram os erros e acertos.Aproveite para ler 5 métricas essenciais de marketing digital para ficar de olho.Bons números também servirão de base para um próximo projeto com um novo parceiro de co-marketing no futuro. Você poderá apresentar os resultados positivos de uma estratégia compartilhada.

Desenvolvedor front end: o que preciso saber pra ser um? img
tech

Desenvolvedor front end: o que preciso saber pra ser um?

Você decidiu que pode ser uma boa atuar como desenvolvedor front end, mas não sabe exatamente como começar? Ou já começou a programar, mas quer mergulhar ainda mais a fundo nessa área? Ok, esse universo pode parecer bastante confuso à primeira vista, pois existem vários caminhos a serem trilhados nessa carreira.Um ótimo conselho é pesquisar todas as possibilidades para decidir qual direção tomar. Neste texto, vamos falar um pouquinho com quem tem interesse em desenvolvimento de interfaces que conversam diretamente com os usuários, ou seja, o famoso front end!Quer entender como funciona, quais os primeiros passos e se o mercado está favorável? Chamamos a professora do curso de Desenvolvimento Web Full Stack, Hendy Almeida, para esclarecer todas as dúvidas!O que é o front end e back endQue tal começar diferenciando dois dos conceitos mais conhecidos do desenvolvimento web? Se, dentro de uma aplicação, você souber separar o front end do back end, já será um ótimo começo!Hendy explica que, quando falamos no back end, nos referimos à parte que está por trás das interfaces, se comunicando com os servidores, guardando informações no banco de dados e definindo as regras de negócio.Já o front end é a parte responsável pela interação com o usuário. Isso significa que estamos falando de todo o conteúdo que fica visível, como por exemplo: o layout da página, os efeitos visuais e até mesmo a validação de formulários. O desenvolvedor front end precisa ter um olhar voltado para experiência do usuário para que o trabalho aconteça da melhor maneira possível.Deu para entender que, apesar de diferentes, os desenvolvedores das duas áreas acabam se complementando, certo?O que faz um desenvolvedor front-endFocando especificamente na turma dos front-end developers, Hendy mostra que, nessa área, é possível criar páginas web utilizando HTML, CSS e Javascript, normalmente com base em um layout pré-definido por um designer ou pela equipe de design. Isso significa que trabalhar em equipe é fundamental para pensar na melhor experiência possível para o usuário.Esse trabalho requer muita atenção aos detalhes, pois é importante garantir que o design da página esteja de acordo com o que foi pré-definido, ou que a usabilidade esteja fluida. O usuário final está em primeiro lugar, e a experiência dele vai ser sempre considerada para fazer as devidas otimizações, quando necessário.Por que o front end é tão importante?Bem, depois de tanta explicação, fica até fácil entender a importância do front end, né? Só de saber que o principal objetivo desse profissional é oferecer uma boa experiência para o usuário, já se percebe quem é que descomplica e cuida da aparência do desenvolvimento web.Hendy alerta: “Você pode ter um sistema super funcional no back end, mas se ele não for atraente e de fácil acesso, não adianta nada”. É no front que consegue-se facilitar a usabilidade de um sistema web e mudar a experiência do usuário.Mercado de trabalho em altaBoas notícias para os entusiastas e futuros desenvolvedores: o mercado para front end só tem crescido e está em alta! Para Hendy, hoje em dia, há muitas possibilidades de vagas na área, para atuar desde os níveis de conhecimento mais básicos, como HTML, CSS e Javascript, até o modo avançado, como ReactJS, Angular e Service Worker. Segundo o site Glassdoor, o salário médio para um desenvolvedor front é de R$ 3.995 por mês, podendo variar até chegar a mais de R$ 13.000. Nada mal, hein!Vem ser front end você também!Gostou da ideia de entrar nessa profissão desafiadora? Hendy conta o que é preciso aprender no começo da carreira “De início é preciso estudar as bases: HTML para estruturar o conteúdo, CSS que é nossa folha de estilo, e Javascript que permite adicionar lógica e interagir com eventos do usuário como click ou scroll na página. Depois disso, nós podemos ir para parte mais divertida, como Bootstrap e jQuey, ou seja, as bibliotecas/frameworks que facilitam nosso trabalho”.Com esse tanto de palavra e expressões, fica mais uma dica: o inglês é um diferencial que te ajudará muito no dia a dia! Até mesmo para buscar referências e leituras que, grande parte das vezes, não estão disponíveis em português.E também é importante lembrar que, mesmo que você escolha se especializar no front end, será preciso ter noções de como o todo se comunica com o back end, ou como funciona o banco de dados, por exemplo. A profissão é apaixonante e divertida! Com certeza, você vai adorar!