19 de Julho de 2018
Programação

Programadores que entendem de UX destacam-se no mercado

Programação e design tendem a ser vistas como disciplinas alheias uma à outra, mas a verdade é que os profissionais que conciliam as duas habilidades ganham cada vez mais espaço.

Esse é apenas um dos motivos pelos quais um bom programador deve aprender User Experience (UX). Como explica a coordenadora do curso de UX da Digital House, Amyris Fernandez, é preciso entender que programadores e designers não estão de um ou do outro lado do barco. Estão no mesmo barco e, portanto, devem remar juntos.

A seguir, você confere boas razões para qualquer programador aprender e aplicar os conceitos de UX em seus projetos.

Torne o seu produto acessível aos seus usuários

Antes mesmo de o termo UX ganhar vida própria, já na década de 1970, o avanço da computação impulsionou o criação do termo Human Computer Interaction (HCI). Como o nome sugere, o ponto de partida era aprimorar a interação humana com as máquinas a partir de melhorias que buscavam tornar as máquinas mais intuitivas e fáceis de usar. O termo mudou, evoluiu, mas a essência continua a mesma, só que agora, expandida para outros meios. Ou seja, o User Experience vai muito além de uma disciplina, é um meio de tornar a vida do usuário mais agradável, fácil e gerar bem estar. Como explica Amyris, é um mindset que tem no centro a preocupação com o cliente final. “Muitas pessoas de programação se preocupam com a linha do código, mas por outro lado, não se preocupam com o usuário final. E isso precisa mudar!”.

Foco no cliente aumenta a sua conversão

O poder está, literalmente, nas mãos dos clientes, que não têm, não querem e não precisam perder tempo. Um segundo perdido, uma falha são mais que suficientes para que ele perca o interesse. Usuários buscam por praticidade, agilidade, eficiência e é isso que o UX busca oferecer. O termo foi utilizado publicamente pela primeira vez por Don Norman, em 1993. Como arquiteto da experiência do usuário na Apple, Norman utilizou o conceito para integrar a usabilidade, a interface do produto e o design industrial com foco na interação máquina-homem, nos âmbitos físico e mental. Não é à toa que a Apple alcançou a relevância que tem hoje, não é mesmo?

O termo está aprimorado, incluindo ramificações especializadas, como o User Interface Design (UI) focado na criação de interfaces amigáveis, e UX Strategy, sempre em busca de oferecer a melhor experiência ao cliente, podendo ser aplicado, portanto, para quase qualquer coisa. Sob o conceito de Customer Experience (CX), ele pode ir desde a arquitetura de uma casa ou a concepção de um carro, até o marketing de produtos e serviços, sendo o processo pelo qual as empresas buscam entender e melhorar o relacionamento com seus clientes.

O mercado o valoriza profissionais com boas noções de usabilidade

Se o UX é a ciência capaz de aproximar e fidelizar clientes, é fácil de entender por que os profissionais aptos a aplicá-lo têm se destacado. O estudo “Kleiner Perkins’s 2017 Internet Trends”, publicado pela consultoria KPCB, é uma prova disso. Segundo a publicação, grandes empresas de tecnologia como Amazon, Facebook e Google estão priorizando o design de suas plataformas. Em 2017 essas empresas aumentaram em 65% os times de design diminuindo a proporção entre programadores e designers. E você pode reunir os dois em um!

Economize recursos

Menos refações, menos perdas. Com o trabalho focado desde o princípio no cliente final, você diminui muito as chances de retrabalho e correções, o que, consequentemente, reduz a utilização do tempo dos funcionários envolvidos e, é claro, de orçamento para o projeto.

Consiga mais conversões

Quanto melhor a experiência do usuário, maiores as chances de conversão. Isso sem falar na grande parte das compras por impulso, em muito beneficiadas e até estimuladas por uma navegação otimizada, simples e rápida.

Fidelize clientes e ganhe recomendações

Experiências marcantes ficam na memória. Se o usuário teve uma boa experiência, há grandes chances de ele recomendar o serviço ou o produto para amigos e familiares. É o famoso boca a boca que nunca sai de moda, especialmente, em tempos de redes sociais, onde lhe dão ainda mais importância e alcance. O contrário, no entanto, também é válido. Uma experiência ruim pode não ter uma segunda chance e gerar uma propagação ruim sobre a sua marca.

Seja o profissional em “T”

Para Amyris, que buscou conhecimentos de programação quando já era uma profissional de UX, um bom profissional se forma ao longo do tempo. “Comece pelo que você é melhor e seja um especialista. Com o tempo, você vai solidificando e acumulando conhecimentos, transitando entre as diferentes especialidades, até ser também um generalista”, recomenda a profissional. Esse é o conhecido profissional em “T”, que transita muito bem entre as diferentes disciplinas, formando o traço horizontal, mas tem profundidade em uma delas, descendo o traço verticalmente.

UX na prática

Agora que você já entendeu a importância de estudar UX, seguem algumas dicas para começar hoje mesmo a colocar em prática o conceito:

Pense como um usuário

Você já viu até aqui que o usuário deve ser a razão de ser do seu trabalho, mas para isso, você precisa conhecê-lo. Por isso, pesquisar o mercado, a concorrência e o comportamento do consumidor é fundamental.

Invista em uma arquitetura de informações eficiente

A arquitetura de informação é um dos pilares de uma boa interface. Para isso, ela precisa ser organizada de forma que seja intuitiva para que usuário encontre o que busca com rapidez. Fazer um mapa é uma boa maneira de ver com mais clareza os percursos desenhados.

Insira gatilhos

Os gatilhos são como chamadas para uma ação e, por meio deles, você pode orientar os usuários para a tomada de decisão, destacando e convidando-o para o melhor caminho a ser seguido.

Avalie e melhore

A busca por melhoria deve ser constante e, para isso, você pode contar com uma série de ferramentas. Os testes A/B são os mais conhecidos quando se fala em UX. Eles disponibilizam versões de uma interface com variáveis diferentes para ver qual é mais eficiente perante o público. Análise de cliques, mapas de calor e tempo de leitura são outros parâmetros que podem ajudar a avaliar como tem sido a experiência do usuário em sua interface.

Conheça o curso da Digital House

A Digital House é um coding school cujo objetivo é formar os profissionais que o mercado precisa. Em cinco meses de aulas presenciais e foco na experiência prática, o curso vai te tornar apto a fazer testes de usabilidade e entender design do comportamento interativo. Ao término do curso você ainda poderá comprovar sua experiência por meio de um protótipo interativo de alta definição, incluindo o máximo das ferramentas e conceitos aprendidos em cada uma das etapas do processo.

Pronto para se destacar no mercado ficando um passo à frente? Conheça o programa do curso.

Comentários