05 de Julho de 2019
Digital House

Projetos com propósito: a gente vê por aqui!

Por meio do projeto integrador, alunos da Digital House constroem ideias e plataformas que vão além do lucro pelo lucro.

Aprender a trabalhar em equipe é uma competência importante no mercado de trabalho e, também, é um dos grandes desafios profissionais. É preciso ter paciência, saber dividir, dialogar, dar e receber feedbacks. E, dentro do currículo dos cursos da Digital House existem os chamados Projetos Integradores, planos estratégicos feitos por grupos de alunos, contendo toda a gestão de um negócio fictício.

Da experiência em sala de aula, saíram excelentes ideias, incluindo projetos que até já se tornaram empresas reais e, outros, com grande potencial para sair do papel. O que todos têm em comum é o pensamento de um negócio com propósito, por meio de produtos ou serviços diferenciados, que sejam realmente relevantes para o público, saindo do lugar-comum.

Esse é o caso do “Mina Tattoo”, uma plataforma que conecta tatuadoras a mulheres querendo ser tatuadas, e que foi criado por 3 alunos do curso de Marketing Digital: Lucas Chagas, Rubia Grandal e Rafaela Camargo, formados no mês de maio deste ano. É um exemplo de atuação de marketing de nicho, que fala com um público bem específico e que tem necessidades particulares.

Como funciona o projeto integrador nos cursos da Digital House?

Antes de explicar a jornada dos alunos, vale explicar um pouco o conceito do projeto integrador. No decorrer das aulas, é desenvolvido um produto digital fictício que está diretamente relacionado ao curso, seja ele de Programação, UX, Dados ou de Marketing. A ideia pode ser a elaboração de um website, um aplicativo ou uma campanha de marketing digital, por exemplo.

O projeto é importante para sedimentar os conhecimentos adquiridos em sala de aula e para trabalhar em equipe, já que, além das competências técnicas, é importante preparar os futuros profissionais para viver exatamente como no mercado de trabalho, o que inclui as habilidades comportamentais e de relacionamento.

O Coordenador dos cursos de Marketing Digital, Hugo Rosso, explica que a atividade vai além do desenvolvimento de hard skills: “os alunos aprendem a lidar uns com os outros, desenvolvem habilidades de gestão, liderança e negociação, competências tão importantes para o sucesso profissional, mas que pouco nos são ensinadas no mercado de trabalho”.

Um projeto sobre empoderamento feminino

O desafio inicial era criar um plano de marketing digital para uma plataforma de tatuagens. Porém, o grupo refletiu bastante na hora de dar forma ao projeto: “nos questionamos se faria sentido criar mais um aplicativo, ou se os tatuadores realmente precisariam de alguém mediando a relação deles com os clientes, já que é algo que, normalmente, eles já fazem por meio das redes sociais”, comenta Lucas.

Rubia conta que, aos poucos, surgiu a ideia de focar no universo feminino: “a ideia era criar um projeto para o público de pele negra que tinha dificuldades em achar tatuadores especialistas em melanina, mas depois de muita conversa e pesquisa descobrimos uma causa muito mais sensível do que só tatuar, descobrimos que existem mulheres que se escondem atrás das cicatrizes da vida e achamos que a arte poderia ajudá-las a superar as marcas e que elas poderiam ser usadas como sinal de força e empoderamento”.

Mina Tattoo seria um site que centraliza informações sobre tatuadoras de diversas regiões do país, para coletar e compartilhar o trabalho delas com outras mulheres que desejam fazer uma tatuagem, ou mesmo a outras profissionais.

A tatuagem como aspecto emocional

Além da geração e curadoria de conteúdos, e da troca entre mulheres tatuadoras e que querem tatuar, o projeto trouxe uma frente sobre tattoos reparadoras, para que mulheres que precisem de um procedimento de reparação ou cobertura de cicatrizes possam encontrar tatuadoras que façam esse serviço de maneira voluntária.

“A tatuadora ressignifica uma marca, uma cicatriz, uma dor. A mulher afetada por tal consequência, por meio da arte expressa na tatuagem, tem a possibilidade de estabelecer um novo sentido às suas marcas pessoais” diz Lucas. “Queríamos dar voz e vez às mulheres precisam de apoio”, reforça Rubia.

O novo papel do profissional de Marketing Digital

O mercado, cada vez mais, posiciona-se com pautas de equidade e inclusão. Por conta disso, o profissional de Marketing Digital também precisa estar sensibilizado e preparado para ir além do conhecimento técnico, tirando o discurso das empresas do papel e colocando-o em prática.

O trio reconhece que, para sustentar mudanças, é preciso educar e debater, mostrando que resultados e metas podem ir além dos números e gráficos: “teremos o briefing, o orçamento e uma série de variáveis. Podemos tratar tudo da forma mais básica possível, ou podemos nos responsabilizar pelo mundo em que vivemos, o que significa mais trabalho, mas também significa um mundo melhor”, diz Lucas.

Rubia acredita que o seu papel como profissional de Marketing Digital, a partir de agora, é manter, à vista das pessoas, assuntos como o do projeto deles: “estamos vivendo em um mundo cada vez mais globalizado e, assim como as distâncias estão diminuindo, as diferenças entre as pessoas precisam diminuir da mesma forma”. 

Quer ter a chance de desenvolver projetos incríveis como esse? Conheça nossos cursos e venha estudar na Digital House!

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