22 de Fevereiro de 2018
Digital House

Vida digital: você vem ou vai ficar pelo caminho?


Veja o contraste: enquanto Elon Musk envia um carro da Tesla Motors para percorrer o espaço sideral, os jornais brasileiros apontam o atraso tecnológico de considerável parcela da indústria brasileira.

Está, portanto, colocado o nosso desafio: se o Brasil pretende alcançar um novo patamar de desenvolvimento, precisa urgentemente preencher essa lacuna.

Deve evoluir para uma forma digital de pensar, planejar, produzir, comunicar e vender.

O digital estabelece hoje a convergência entre a tecnologia, o design e a gestão de dados convertidos em conhecimento. Em processos digitais bem-sucedidos, eleva-se a qualidade, aumenta-se a velocidade e baixam-se os preços.

No Silicon Valley, fala-se na trinca “bom, barato e rápido”. E também em “fail fast, fail often”. Alguns acrescentam à frase o “fail better”. E outros declaram que é preciso falhar para pensar (melhor).

Quando esse aprendizado é contínuo, coisas velhas são feitas de um jeito novo; e coisas novas são feitas de um jeito diferente, ou seja, são aprimoradas.

No modelo digital de produção, você pode errar, mas logo detecta a falha, corrige e faz melhor. Assim, pode dar asas à imaginação, aperfeiçoar processos, criar novos negócios e, no dia seguinte, modificá-los, para que atendam às demandas do mundo em transformação.

O próprio modo de fazer capitalista está mudando. Um laboratório farmacêutico, por exemplo, gastava bilhões para encontrar um novo princípio ativo.

Hoje, as empresas buscam a mesma coisa, mas não podem desperdiçar dinheiro e tempo em um projeto. Por este motivo, desenvolvem um algoritmo que toma conta da rotina de procedimentos, verifica possibilidades e indica caminhos.

O digital potencializa as capacidades humanas, além de estimular a criatividade, a curiosidade e o trabalho colaborativo. Junta peças e promove combinações.

Se você quer surfar nesta onda, precisa educar-se para essa nova realidade. E, sobretudo, precisa aprender a aprender, pois o ciclo de validade do conhecimento é cada vez mais curto.

Outro dia, confidenciei a um amigo: “quero morrer com poucos sonhos e muitas memórias”. Porque se for o contrário, quer dizer que passei a vida desejando coisas que não consegui realizar.

Portanto, quero ser cada vez mais digital, para encontrar atalhos, encurtar caminhos e fazer mais e melhor.

Pronto! Ser digital é abraçar essa cultura de avanço permanente, combinando as capacidades da máquina e as infinitas inspirações humanas. E você? Vem com a gente ou vai ficar pelo caminho?
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Por Carlos Alberto Júlio

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