24 de Outubro de 2018
Dados

Você ainda pode ser um cientista (de dados)

“Dados são o novo petróleo”. Você já deve ter lido isso em reportagens sobre tecnologia e profissões do futuro (ou nem tão “do futuro” assim, mas do presente).

O fato é que a profissão cientista de dados já está bombando e a demanda por profissionais só vai crescer. A expansão da área está diretamente ligado ao exponencial avanço tecnológico. A cada segundo, milhões de gigabytes são gerados no mundo por aparelhos celulares, computadores, relógios inteligentes, entre tantos outros devices conectados à internet.

Mas o que fazer com tanta informação? Aí entram os cientistas de dados.

Prazer, dados. Por que eles são tão importantes?

Dois exemplos podem nos ajudar a entender o cenário da importância dos dados. Todo dispositivo móvel conectado à internet está, constantemente, coletando dados sobre seus usuários. Ao final do dia, tem-se um universo gigantesco de informações sobre deslocamento, comportamento e preferências.

Hoje, por exemplo, é possível saber quantas vezes as pessoas visitam determinados sites, os locais que elas frequentam, em que horários, que trajetos fazem. Em um futuro bastante próximo, com a internet das coisas, TVs, geladeiras, microondas e fogões, entre tantos outros aparelhos, também estarão conectados à internet e gerarão uma gama ainda maior de informações.

O que tudo isso significa na prática? Que empresas dos mais diversos segmentos terão acesso a novas categorias de informações e, se souberem trabalhar bem com este universo gigantesco de informações, terão a oportunidade de usar tudo isso para apoiar melhores decisões, gerar novos insights, melhorar seus produtos e serviços (por meio de customizações e segmentações mais específicas e personalizadas, por exemplo), detectar tendências de mercado e ampliarem sua capacidade de inovação. Você pode ler mais sobre isso no artigo que fala sobre IoT e sua aplicação estratégica no Marketing.

Por que ser cientista de dados é tão promissor?

As habilidades e conhecimentos de um profissional da área de dados serão cada vez mais importantes e fundamentais para os mais diversos segmentos e mercados.

“Minha opinião é que, em alguns anos, várias das competências e disciplinas que hoje são ‘restritas’ aos cientistas e analistas de dados estarão presentes nos currículos de várias outras carreiras mais ‘tradicionais’, como publicidade, marketing e administração”, diz José Borbolla Neto, especialista em Data Science e coordenador dos cursos de dados da Digital House.

“De uma certa forma, todo mundo vai precisar desenvolver um mindset ‘digital-analítico’, que hoje ainda é ‘exclusivo’ do profissional de dados”, completa.

Como se tornar um cientista de dados

O profissional de dados é um sujeito multidisciplinar. Ele precisa, em linhas gerais, desenvolver habilidades em quatro grandes frentes:

  1. Tecnologia (programação e banco de dados);
  2. Estatística (sim, você vai se haver com matemática à beça);
  3. “Domain knowlegde” (termo para designar conhecimentos sobre suas respectivas áreas de atuação, porque será a partir deste conhecimento que você conseguirá desenvolver modelos e algoritmos mais precisos e assertivos) e, por fim,
  4. Estratégia de negócios, Comunicação e Design. É assunto que não acaba mais.

O xis da questão na carreira de cientista de dados é o casamento entre todas essas áreas. Hoje, há excelentes profissionais de cada um dos itens acima descritos, isoladamente. Mas, para um futuro promissor, é necessário trabalhar skills complexos e de áreas totalmente diferentes. Não basta apenas entender de Python (linguagem de programação muito utilizada nessa área), não basta ser fera apenas em banco de dados.

“É imprescindível que todas as disciplinas descritas acima sejam trabalhadas, porque será por meio da conexão entre estas diferentes áreas de conhecimento que um cientista de dados conseguirá desenvolver bem suas funções e, naturalmente, crescer na carreira”, afirma Borbolla.

Quero ser cientista de dados. Por onde começar?

Toda pessoa pode se tornar cientista de dados, desde que esteja disposta a estudar bastante e que se preocupe com a transversalidade dos temas. Hoje em dia, ainda não há um único curso ou faculdade que forme um profissional com todas as características necessárias.

Outro ponto que precisa ser considerado é que muitas novas ferramentas, metodologias e abordagens da ciência de dados são bem recentes. Se você busca uma receita de bolo, so sorry: não existe.

A notícia boa é que profissional, seja lá qual for a área, pode migrar para a área de dados. “Na Digital House, temos alunos de todas as tribos: gente que veio de TI, engenharia, economia, administração, biologia e de várias outras carreiras”, conta.

E, para terminar, a dica do especialista. “A tecnologia avança exponencialmente. Esse movimento não só gerará novidades para a área de dados em si, mas transformará o mundo e exigirá uma “capacidade adaptativa” do profissional”, afirma. Conheça os cursos da Digital House. Todos os dias surgem novidades. Mais do que qualquer conhecimento técnico, o mindset do aprendizado contínuo e sobre vários temas é um elemento importantíssimo para a carreira.

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